segunda-feira, 20 de abril de 2009

OLIVENÇA - cidade ocupada

Cidade de Olivença

O município de Olivença tem 430 km² e está situado na margem esquerda do Rio Guadiana. Tem a forma aproximada de um triangulo, com dois dos vértices no Guadiana.
A cidade de Olivença fica a 23 km de Elvas e 24 km de Badajoz. Lisboa dista 236 km e Madrid 424 km. A ligação a Elvas e ao restante território português faz-se por uma ponte sobre o Guadiana, que foi construída em 2.000 mesmo ao lado das ruínas da Ponte da Ajuda.
No município de Olivença estão incluídas as vilas de S. Francisco e S. Rafael e quatro aldeias .
Nossa Senhora da Assunção da Talega ou Táliga, que é outra povoação do antigo território de Olivença, é um município separado desde 1850. Pelo contrário, a aldeia de Vila Real, hoje parte de Olivença, era uma freguesia do concelho de Juromenha, actualmente integrado no concelho do Alandroal.
Em sequência da Guerra das Laranjas, que foi o prelúdio da Guerra Peninsular, o tenebroso Manuel Godoy, à frente das tropas espanholas, veio ocupar Olivença e destituir o governador Júlio César Augusto Chermont, que não ofereceu resistência.
Poucos dias depois, a Espanha impõe a Portugal os tratados de Badajoz, de 06 de Junho, e de Madrid, de 29 de Setembro de 1801, segundo os quais "Su Majestad Católica [rei de Espanha] conservará en calidad de conquista, para unirla perpetuamente a sus dominios y vasallos, la plaza de Olivenza, su territorio y pueblos desde el Guadiana; de suerte que este río sea el límite de sus respectivos Reinos". No dia 14 de Agosto de 1805 veio a ser lavrada a última acta da Câmara de Olivença em língua portuguesa
O roubo a Portugal acabara de ser consumado!.

*Muralha do Castelo de Olivença*

Com a vitória das tropas nacionalistas na Guerra Civil de Espanha, aumentou a pressão para a aculturação e colonização de Olivença. No município oliventino foram criados, em 1956, dois "poblados de colonización" — San Francisco de Olivenza, assim chamado em honra do General Franco, e San Rafael de Olivenza, que deve o nome ao então ministro de Agricultura, Rafael Cavestany Anduaga — ambos núcleos populacionais de colonização, constituídos por habitantes oriundos de diversos pontos de Espanha.

Na segunda metade do século XX, dois importantes políticos portugueses foram fervorosos adeptos da recuperação de Olivença: o General Humberto Delgado e o Almirante Pinheiro de Azevedo, que chegaram a desempenhar funções de destaque noGrupo dos Amigos de Olivença, que foi fundado em 1944. Pinheiro de Azevedo foi autor do livro "Olivença está cativa pela Espanha: por culpa de quem?", em 1982, e chegou a propor uma "marcha verde" sobre a cidade. Outros movimentos irredentistas activos são a Sociedade Pró-Olivença (fundada em 1938 e o Comité Olivença Portuguesa, também fundado em 1938. Mais recentemente a "Questão de Olivença" tem vindo a ser referida no "The World Factbook", de CIA, onde se diz que: "Portugal não reconhece a soberania espanhola sobre o território de Olivença baseado numa interpretação diferente do Congresso de Viena de 1815 e do Tratado de Badajoz de 1801"

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A ÚLTIMA CEIA...

Jesus, na Última Ceia
Durante a Ceia em que Jesus quiz celebrar a Páscoa Judaica com os Seus Apóstolos, Ele instituiu o Sacramento da Eucaristia, quando partilhou o Pão e O Vinho, depois de os haver benzido e entregado aos que com Ele estavam à mesa. A partir daquele momento, o Pão e o Vinho transubstanciaram-se no Seu Corpo e Sangue, dado como alimento para a vida eterna.
Ao instituir a Eucaristia, pediu que se fizesse aquele gesto do partilhar do Pão e do Vinho em Sua Memória, porque Ele estaria connosco até à consumação dos séculos.
Momentos antes da Ceia, Jesus pegou num recipiente com água e uma toalha, baixou-se e lavou os pés a cada um dos presentes.
Pedro ainda protestou, mas Cristo disse-lhe: "Se não te lavar os pés não terás lugar comigo...", e Pedro respondeu, de imediato: "Senhor! Não me laves só os pés, mas também o corpo todo!"
Finda a Ceia, Jesus retirou-se para o Jardim das Oliveiras, para orar ao Pai, entrando então em profunda agonia pelo momento que estava para chegar. E alí que aqueles que O procuravam O foram encontrar, sendo então entregue por Judas, com o beijo da perfídia: "Judas... é assim, com um beijo, que entregas o Filho do Homem?".
Muitas vezes teremos sido protagonistas de gestos como o de Judas! Quantas vezes defraudámos um amigo... e isso será como um beijo traiçoeiro, igual àquele com que Cristo foi entregue aos Seus algozes !

A Quinta Feira Santa combina um amontoado de celebrações de vários acontecimentos bastante marcantes e importantes para o revigorar da fé dos cristãos, pois este é um dos tempos mais importantes da História da Salvação, iniciada em Belém de Judá, com o Nascimento de Jesus e acabará consumada com a Glória da Ressurreição, porque Cristo, vencendo a Morte, redimiu-nos pelo Seu sacrifício na Cruz lá no alto do Calvário.

domingo, 5 de abril de 2009

JERUSALÉM, Cidade Santa

Vista de Jerusalém a partir do Monte das Oliveiras
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Jerusalém (em hebraico moderno Yerushaláyimלם) é a capital de Israel ( não reconhecida internacionalmente) e a sua maior cidade, com a sua população de 732.100 residentes que ocupam uma área de 125.1 km², se a área disputada que é situada a leste estiver incluída. A moderna cidade de Jerusalém tem crescido nos arredores da cidade antiga.
É uma cidade cuja história nos transporta ao 4º milénio a.C., sendo considerada uma das mais antigas cidades do mundo. Jerusalém, que é a cidade santa dos Judeus, dos Católicos e dos Muçulmanos, sendo o seu centro espiritual desde o século X a.C., contém um significativo número de antigos lugares cristãos e é considerada a terceira cidade santa do Islão.
Apesar de ter apenas uma área de 0.9 quilômetros quadrados, a cidade antiga hospeda os principais lugares religiosos, estando entre eles a Esplanada das Mesquitas, o Muro das Lamentações, o Santo Sepulcro, a Cúpula da Rocha ou a Mesquita de Al-Aqsa.
A cidade, antigamente murada, que é um patrimônio mundial, é tradicionalmente dividida em quatro quarteirões, ainda que os nomes hoje usados ( bairros Arménio, Cristão, Judeu e Muçulmano) tenham sido introduzidos por volta do século XIX.
A cidade velha foi indicada para ser incluída na lista do Património Mundial em Perigo, por iniciativa da Jordânia, em 1982. No decurso da história, foi Jerusalém destruída por duas vezes, sitiada por 23 vezes, atacada por 52 vezes, e capturada e recapturada por 44 vezes. O estatuto de Jerusalém continua a ser hoje um dos maiores problemas no conflito Israelo-Palestiniano.
A anexação de Israel do leste de Jerusalém ocupado, tem sido repetidamente condenada pelas Nações Unidas, e o povo palestiniano apenas consegue vêr o leste de Jerusalém como a capital do futuro Estado Palestino.
Por causa da Resolução 478 do Conselho de Segurança da ONU, foi tornada oficial a retirada de todas as embaixadas estrangeiras sediadas em Jerusalém.
Alguns arqueólogos acreditam que Jerusalém, como cidade, foi fundada pelos povos semitas ocidentais, talvez cerca do ano 2.600 a.C.. Segundo a tradição judaica, a cidade foi fundada por Shem (Sem, em português), que era filho de Noé e Éber, antepassados de Abraão.
Nos contos bíblicos afirma-se que Jerusalém foi uma cidade Jebusita até o século X a.C., quando o rei David a conquistou e tornou capital do Reino Unido de Israel e Judá (c. 1000s a.C.). Algumas escavações recentes feitas numa grande estrutura de pedra, têm sido interpretadas por alguns arqueólogos como um crédito para a narrativa bíblica
Em 1917, após a Batalha de Jerusalém, o exército inglês, comandado pelo General Allenby, conquistou a cidade. Em 1922, a Liga das Nações, na Conferência de Lausane, entrega a administração da Palestina ao Reino Unido.
Entre os anos de 1922 a 1948, a população total da cidade passou de 52.000 para 165.000, sendo dois terços de judeus e um terço de árabes (muçulmanos e cristãos).
À medida que o Mandato Britânico da Palestina foi terminando, o Plano de Partilha das Nações Unidas de 1947 recomendou "a criação de um regime internacional, em especial na cidade de Jerusalém, constituindo-a como uma "corpus separatum" no âmbito da administração das Nações Unidas.
O regime internacional deveria continuar a vigorar por um período de mais 10 anos, após o que deveria ser feito um referendo em que os moradores de Jerusalém votariam para decidir qual o futuro regime para a cidade. Mas este plano acabou por não ser implementado, porque eclodiu a guerra de 1948 , quando os militares britânicos se retiravam Palestina e Israel se aproveitou para declarar a independência .
A guerra levou ao deslocamento das populações árabe e judaica na cidade. Os 1.500 residentes do Bairro Judeu da Cidade Velha foram expulsos e algumas centenas foram feitos prisioneiros, quando a Legião Árabe capturou o bairro em 28 de maio.
Os moradores de vários bairros e aldeias árabes do oeste da Cidade Velha saíram com a chegada da guerra, mas alguns permaneceram e foram expulsos ou mortos, como em Lifta ou Deir Yassin.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Piú bella ROMA

A Praça de São Pedro... é inevitável!
*
Como o prometido é devido, cá estou a dar conta daquela outra ROMA que continua a ser a Cidade Eterna, a cidade monumental de uma história rica e ímpar... talvez capaz de enfileirar com Atenas, o Cairo, Jerusalém ou Pequim, naquilo que à história respeita, apesar de apenas Roma e Atenas terem em si o espírito de um Trajano, um Nero, um César Augusto, um Tibério ou um Calígula, no que respeita aos romanos, ou a Péricles... e todos os sábios da antiguidade grega como foram Platão, Eurípides, Sófocles, Arquímedes e todas as "estrelas" da imensa constelação de pensadores Gregos.
Roma é a capital de Itália e certamente uma das mais importantes cidades da Europa. É um local carregado de história, que nos é contada pelos vários monumentos bastante bem conservados e que atraem milhares de turistas vindos de todas as partes do mundo, durante todo o ano.
Conta-se que a cidade foi fundada em 753 a. C. pelos irmãos Romulo e Remo. Segundo reza a mitologia romana, estes teriam sido criados por uma loba, entretanto a história tem um final trágico, quando um deles mata o próprio irmão.
A cidade é bem receptiva aos turistas. Não se devem perder os passeios pelos principais monumentos da humanidade: o Coliseu, o Fórum Romano, a via Sacra, etc. Há guias bastante profissionais, que gostam de contar a história destes monumentos e nos fazem pensar que tudo terá acontecido no mês passado.
Castelo de Sant'Angelo
*
No interior da cidade vamos encontrar o estado do Vaticano, onde se situa a residência oficial do Papa. É uma das cidades com maior importância do contexto da História mundial, sendo um dos símbolos máximos da civilização europeia. Conserva inúmeras ruínas e monumentos na parte mais antiga da cidade, especialmente representativos da época do Império Romano, e do Renascimento, movimento cultural que nasceu em Itália.
A área metropolitana
tem aproximadamente 2.546.804 habitantes (2001) e estende-se por uma área de 1.285 km2, sendo a densidade populacional de 1.981 hab/km², o que a torna "apenas" na maior cidade de Itália.
Roma poderá ter perdido o seu Império, mas não a sua enorme majestade
. Detentora de uma colossal bagagem cultural, é um dos grandes pólos de atracção turística internacional. Mas não é sómente do seu passado que vive a Cidade Eterna.
Ela é, ainda, um grande centro de referência no que concerne à moda e à culinária, afamadas em todo o mundo.
Assim, não é apenas por se ter constituído um grande império que os romanos se orgulham daquilo que é sua cidade, tal como não é sómente para se deslumbrar com a Roma Antiga que para lá afluem cidadãos de todo o mundo (como se, ainda hoje, todos os caminhos fossem dar a Roma), mas será também pelo dinamismo que sabem imprimir à programação de eventos. Em determinados períodos do ano, realizam-se em Roma grandes festivais, que atraem à cidade muitos milhares de pessoas, principalmente jovens.
Durante o período régio
, nomeadamente no século VI a.C., um período de grande prosperidade para a cidade sob influência etrusca, realizaram-se importantes obras públicas no Templo de Júpiter, no Capitólio, o santuário arcaico da área de San Omobono, ou na construção da Cloaca Máxima (um dos primeiros sistemas de esgotos alguma vez construídos) que muito iria permitir a bonificação da área do Fórum Romano e a sua primeira pavimentação.
Passear pela Via Ápia ou pela Via Venetto é um excelente exercício, capaz de nos fazer gravar no coração a jóia que é e será sempre "la piú bella Roma".
Arriverdecci.

domingo, 29 de março de 2009

ROMA, CIDADE ETERNA

Ainda que pareça uma loucura, há momentos da vida em que "IR A ROMA E NÃO VÊR O PAPA" é um imperativo de consciência, uma vez que não se pode andar a fazer viagens apenas para conhecer o que está à vista de todos e ignorar séculos de história de uma civilização que é, diga-se o que se quizer, uma das maiores que o mundo conheceu.
Terminaram as civilizações Aztecas, Incas, Egípcias, Atenienses, Gregas, Romanas, Persas e eu sei lá que mais, tal como os Reinos do Monomotapa ou da Rainha Jinga, sendo que umas são hoje apenas e tão só motivo de pesquisa arqueológica, enquanto outras caíram mesmo no desconhecimento total daquilo que foi a sua história, como eram as suas gentes, como viviam...
É esse o motivo porque pretendo conhecer a Roma antiga, aquela lendária Roma de Rómulo e Reno, dos Césares, das Legiões... das mortes dos primeiros cristãos no Coliseu... dos Senadores e dos Centuriões!
Quero conhecer estas pedras esquecidas que têm tantas histórias para contar... e só depois de saciada esta minha sede do antigo, falarei da Roma dos nossos dias, num próximo trabalho, já se vê, porque este está no fim!
A história de Roma Antiga é de um enorme fascínio, em função da cultura desenvolvida e dos avanços conseguidos por esta civilização.
A pequena cidade que foi Roma, veio a tornar-se num dos maiores impérios da antiguidade. Dos povos romanos, viemos a herdar uma série de características culturais. O direito romano, ainda está, nos dias de hoje, presente na cultura ocidental, assim como o latim, que deu origem às línguas portuguesa, francesa, italiana e espanhola.
Roma Antiga é o nome dado à civilização que se desenvolveu a partir da cidade de Roma, fundada na Península Itálica durante o Século VII a.C. . Durante doze séculos de existência, a civilização romana transitou de uma monarquia para uma república oligárquica até se tornar no vasto império que veio a dominar a Europa Ocidental e toda a zona em redor do mar Mediterrânico, através das conquistas e assimilação cultural. No entanto, uma série de factores veio a causar o declínio de Roma e o império foi dividido em dois. A metade ocidental, onde se incluíam a Hispânia, a Gália e a Itália, entrou em colapso definitivo no Século V, dando origem a vários reinos independentes; a metade oriental, que era governada a partir de Constantinopla, passou a ser referida, pelos historiadores mais modernos, como o Império Bizantino, a partir do ano 476 d.C., a data tradicionalmente atribuída à queda de Roma, que é aproveitada pelos historiadores para nela determinarem o início da Idade Média.
Conforme os historiadores, a fundação de Roma resultou da mistura de três povos, que haviam ido habitar a região da Península Itálica : gregos, etruscos e italiotas. Desenvolveram nesta região uma base económica que se baseava na agricultura e nas atividades pastoris. A sociedade, nesta época, era formada pelos patrícios ( nobres proprietários de terras ) e pelos plebeus ( comerciantes, artesãos e pequenos proprietários ). Tinha como sistema político a monarquia, pois a cidade era governada por um rei de origem patrícia.
A religião, neste período, era politeísta, adoptando deuses muito semelhantes aos dos gregos, mas com nomes diferentes. Nas artes eram de destacar as pinturas de afrescos, murais decorativos e as esculturas de influência grega.
Por volta do século III, o império romano passou por uma enorme crise econômica e política. A corrupção dentro do governo e os gastos com luxo retiraram recursos para o investimento no exército romano. Com o fim das conquistas territoriais, diminuiu o número de escravos, provocando uma acentuada queda na produção agrícola. Na mesma proporção, caia o pagamento dos tributos originados das províncias. Em crise e com um exército muito enfraquecido, as fronteiras ficavam a cada dia mais desprotegidas. Muitos dos soldados, porque não recebiam salário, abandonavam as suas obrigações militares.
Os povos germânicos, chamados de bárbaros pelos romanos, estavam a forçar uma penetraç
ão através das fronteiras do norte do império.
Em 476, chegou ao fim o Império Romano do Ocidente, após uma invasão de diversos povos bárbaros, entre eles, visigodos, vândalos, burgúndios, suevos, saxões, ostrogodos, hunos etc.
Era o fim da Antiguidade e início de uma nova época chamada de Idade Média.
A partir daqui, irei falar de uma Roma mais turística, mais moderna, onde o turista tem dificuldades em se sentir satisfeito com o que vai vendo, porque Roma é não só a Cidade Eterna como também é uma das mais bonitas cidades do mundo!
Como dizia o poeta: "VÊDE ROMA... DEPOIS PODEIS MORRER!"

sábado, 21 de março de 2009

O ESPÍRITO DE GRACE KELLY



















O Mónaco é assim...
O Principado do Mónaco e o seu famosíssimo Rochedo é um atraente território encravado no departamento francês dos Alpes-Marítimos, que vai muito para além das suas fronteiras, a propósito das quais a escritora Colette dizia serem feitas de flores. O espaço é muito limitado (195 ha) mas é um sítio encantador, ao longo de uma estreita faixa costeira de quatro quilómetros limitada pelos contrafortes montanhosos da Tête de Chien e do Monte Agel.
Tem um clima temperado particularmente macio, que permite uma excepcional exposição ao sol por mais de 300 dias no ano, o que torna o Mónaco uma terra de acolhimento por vocação. O território monegasco viu-se ampliado em mais de 30 ha entre 1969 e 1972, através de terrenos que foram conquistados ao mar.
Porque o clima mediterrânico do Mónaco é bastante suave no inverno e se apresenta com uma vegetação exuberante, poderá explicar-se porque, em meados do Século XIX, se tivesse convertido numa magnífica estância balnear, sendo elevada a centro turístico de fama mu
ndial.
Em 1918 assinou-se um tratado que veio delimitar a protecção da França sobre o Principado do Mônaco. Nesse tratado se estabelecia que a política monegasca ficaria alinhada com a da França, tal como os seus interesses militares e económicos, e bem assim, se por acaso a família Grimaldi não viesse a dar continuidade à sua linhagem, o Principado seria absorvido pela França.
Talvez por este motivo os Grimaldi venham mantendo o uso de todas as armas possíveis para que haja uma continuidade da família, que tinha visto a sua linhagem masculina ser interrompida pelo menos uma vez, em finais do século XIX, quando o príncipe Louis II governava o país.
Visando resolver esta questão, Louis II viu-se na necessidade de fazer o reconhecimento de uma filha ilegítima, de seu nome Louise-Juliette, que havia nascido em 1898, quando o Princípe serviu na Legião Estrangeira francesa [anos de 1897 a 1908].
A princesa Louise-Juliette veio então a casar-se com o conde Pierre em 1920, que aceitou mudar o sobrenome de Polignac para Grimaldi, dando continuidade à linhagem familiar. Deste casamento nasceram dois filhos, Antoinette [nascida em 1921] e Rainier, que veio a substituir o avô no governo do Mónaco, após a morte do seu pai e à abdicação de Louise-Juliette em favor do filho, que na época tinha 25 anos.

A história da Princesa Louise-Juliette tem sido escondida da maioria dos livros da história do Mónaco, para não citarem, por exemplo, que a mãe da Princesa era uma simples lavadeira do príncipe Louis.
A nova constituição, que foi promulgada em 1962, veio abolir a pena de morte e permitir o voto feminino, nomeando também uma Corte Suprema para garantir as liberdades básicas.
Em Maio de 1923, este Principado tornou-se um membro oficial das Nações Unidas.
Além das finanças, a economia do Mónaco é movimentada, em grande parte, pelo sector imobiliário: cerca de duzentas empresas de construção civil são a sua força motriz .
O turismo, muito naturalmente, é das mais importantes fontes de rendimento do país. Há no Mónaco um sector de hotelaria bastante dinâmico, com cerca de 2.500 quartos que recebem, por ano, perto de 225 mil visitantes. O Casino é dos melhores do mundo, no dizer dos frequentadores mais exigentes.
No entanto, o maior atractivo do Mónaco é a sua fama de ser um"paraíso fiscal", pois no principado os investidores não estão sujeitos a impostos sobre os rendimentos.
No Principado do Mónaco, cultivam-se as oliveiras e os citrínos, nas franjas de terra ainda livres neste pequeno país interior.
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Brasão de Armas do
Principado do Mónaco
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domingo, 15 de março de 2009

Lisboa - a namoradinha do Tejo!

Praça do Império - Jerónimos
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Quando recordo o velho slogan "VÁ PARA FORA... CÁ DENTRO", juro que não poderia estar mais de acordo, já porque falar do que vemos lá fora e deixar de "mostrar" o quanto de belo é o nosso País, cria um sentimento de culpa por se estar a dar razão ao ditado "A galinha da minha vizinha é sempre melhor do que a minha"... porque nem é!
Para tanto, vou tentar redimir a minha "culpa" e mostrar um pouco do Portugal que somos, começando por falar de Lisboa, não só porque é a capital mas também porque gosto imenso da terra que me viu nascer, pois é uma razão para orgulho: "LISBOA É LINDA!"não é apenas um pregão revisteiro, porque
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"LISBOA VESTIDA DE SEDA...
OU DE CHITA QUE NÃO PRESTE...
QUE BONITA! LÁ VAI ELA PARA A FESTA
COM SEU VESTIDO E BALÃO,
COM CANTIGUINHAS NA BOCA...
E AMOR NO CORAÇÃO!"
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Lisboa nasceu de uma "citânia" localizada a norte do actual castelo de S. Jorge. Este seria um dos muitos núcleos humanos desenvolvidos no período pré-histórico. Através da acção povoadora dos romanos (195 a.C.) e inerente desenvolvimento socio-económico, em breve lhe seria atribuída a classificação de "município", usufruindo do seu equipamento urbano: monumentos, teatros, termas. Existia um cruzamento de quatro estradas da rede viária romana : três para Mérida e uma para Bracara (Braga). A sua característica de "opidum", onde os romanos centram a sua defesa estratégica, resulta do reflexo do terreno por um lado, e da protecção natural perante o estuário do Tejo e o braço deste rio que então se desenvolvia a ocidente e penetrava profundamente no território.
Olisipo (foi as
sim que se chamou, inicialmente, a cidade) caracterizou-se pela existência de um núcleo de uma população fixa que era defendida pela soldadesca. Foi-se agregando, nos seus arrabaldes, um bom número de famílias que cultivavam a terra e, por troca por pão, fruta, vinho, legumes ou gado, iam recebendo, em troca, protecção e defesa.
A crise do séc.III, que minou e fragilizou toda a sociedade romana, vem a ter os seus reflexos um pouco por toda a Península Ibérica. Aconteceram sucessivas invasões de outros povos, como os germanos em 500 d.C. (visigodos, suevos), os árabes, em 700 d.C., que vêm transformar a fisionomia da população. Por causa do clima de insegurança e de guerra, a cidade vem a adquirir uma feição muito peculiar: na fortaleza refugiam-se os habitantes fugidos do avanço dos exércitos cristãos. Trata-se de uma população de ricos proprietários agrícolas e comerciantes, que se transferem para o interior das muralhas e aí constroem uma cidade opulentíssima pelo trato e pelo mercanciar com os portos de África e Ásia.
No período da Reconquista Cristã , a Lisboa muçulmana é uma cidade bastante cobiçada e várias vezes atacada e ocupada pelos exércitos cristãos (ocupação por Castela em 1000 d.C.).
Lisboa era considerado o mais opulento centro comercial de toda a África e de grande parte da Europa. Tem abundância de todas as mercadorias; é rica em ouro e prata. Não lhe faltam ferreiros. Nada há nela inculto ou estéril; antes, os seus campos são bons para toda a cultura...os ares são saudáveis, há na cidade banhos quentes. ... o alto do monte é cingido por uma muralha circular, e os muros da cidade descem pela encosta, à direita e à esquerda, até às margens do rio Tejo.
1755 marca para Lisboa a data de um período de enorme desenvolvimento. O terramoto, acontecido no dia 1 de Novembro, Dia de Todos os Santos, às 10h00, e o incêndio que lhe seguiu, devastaram dois terços dos arruamentos e terão destruido três mil casas das vinte mil existentes.
O terramoto fez-se sentir em toda a zona da Baixa, nos bairros do Castelo e na zona do Carmo, ou seja, nas zonas mais intensamente urbanizadas da cidade.
Para sua substituição nasceu a Lisboa Pombalina, onde se utilizou um urbanismo sujeito a regras fixas e com um tal coeficiente de cientismo pragmático que conseguiu provocar a admiração em todo o mundo.
O principal impulsionador foi Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal e Primeiro Ministro do Rei D. José, coadjuvado por arquitectos e engenheiros, como Manuel da Maia, Eugénio dos Santos e Carlos Mardel (1755-76).
O plano, sem dúvida inovador, baseou-se numa planificação de largas ruas alinhadas, cujas opções arquitectónicas assentam em reg
ulamentos de construção, tendo em atenção conceitos básicos existentes de resistência às acções sísmicas.
Era um sistema urbanístico que obedecia a traçados de eixos de composição em que a simetria era o tema obrigatório, com a pretensão de se passar a fazer uso de elementos destacados nos extremos, como monumentos ou estátuas, como é exemplo, a Rua Augusta, com o arco triunfal através do qual, no seu eixo, se colocou a estátua de D. José.
O Marquês de Pombal criou incentivos de interesse para a classe da burguesia comercial.
A norte do Rossio foi criado o "Passeio Público"(1764), uma zona de recreio para a burguesia. Tratava-se de um jardim gradeado, com cascatas, lagos com repuxos e coreto, que posteriormente foi aberto às novas avenidas e aos futuros bairros construídos por uma burguesia em ascenção constante.
A partir de 1780 aparece a iluminação pública da cidade e em 1801 as ruas passam a ter um nome afixado.