quinta-feira, 16 de julho de 2009

FÁTIMA: ALTAR DO MUNDO

Nossa Senhora apareceu em 1917, no sítio denominado Cova da Iria, a 2.5 Km de Fátima, e pediu penitência e que fosse rezado o Terço todos os dias.
A cidade de Fátima (ou será da Cova da Iria?) tornou-se num centro de espiritualidade, onde todos os anos rumam milhões de peregrinos.
No dia 13 de Maio de 1917 brincavam os três pastorinhos aqui na Cova da Iria, que era uma pequena propriedade pertencente aos pais de Lúcia, quando por volta do meio-dia e após terem rezado o Terço, observaram dois clarões como se fossem relâmpagos. Receando que fosse começar a chover, reuniram o rebanho e decidiram ir-se embora, mas no caminho, um pouco mais abaixo, outro clarão teria iluminado todo o espaço.
Nesse instante, teriam visto em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma senhora muito jovem que "era uma Senhora vestida de branco e mais brilhante que o Sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente", descreve Lúcia. "A sua face, indescritivelmente bela não era nem triste, nem alegre, mas séria, com ar de suave censura. As mãos juntas, como a rezar, apoiadas no peito e voltadas para cima. Da mão direita pendia um rosário. As vestes pareciam feitas só de luz. A túnica era branca e branco o manto, orlado de ouro que cobria a cabeça da Virgem e lhe descia até aos pés. Não se Lhe viam os cabelos nem as orelhas."
Os traços da fisionomia Lúcia nunca pôde descrevê-los, pois a sua formusura não cabe em palavras humanas. Os videntes estavam tão perto de Nossa Senhora - a um metro de distância, mais ou menos - que ficavam dentro da luz que A cercava, ou que Ela espargia.
O colóquio inicia-se da seguinte maneira:Nossa Senhora: - Não tenhais medo. Eu não vos faço mal. Lúcia: - Donde é Vossemecê? - Sou do Céu ( e Nossa Senhora ergueu as mãos apontando o Céu). - E que é que Vossemecê me quer? - Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Depois voltarei ainda aqui uma sétima vez. - E eu também vou para o Céu? - Sim, vais. - E a Jacinta? - Também. - E o Francisco? - Também, mas tem que rezar muitos terços.
Das histórias religiosas desta terra de Fátima ficaram as aparições, acontecidas nesse 13 de Maio de 1917 e nos meses seguintes, aos três pastorinhos, Lúcia, Francisco e Jacinta, que por ali apascentavam o rebanho dos seus pais, até que de um momento para o outro, em cima de uma pequena azinheira, viram surgir aquela luz brilhante e intensa, que envolvia a linda Senhora. Tornou-se assim Fátima no ALTAR DO MUNDO.

Nossa Senhora disse-lhes que voltaria nos seis meses seguintes, para pedir orações e sacríficios... pediu-lhes que também rezassem pela humanidade. De Junho a Outubro foi isso que fizeram os pastorinhos, mesmo que as autoridades tudo fizessem para os contrariar. A notícia das aparições correu célere e muita gente se veio juntar à volta das crianças para ver a Senhora.
Em Outubro milhares de pessoas puderam testemunhar testemunhar aquilo que iria ficar conhecido como o Milagre do Sol.
Nos terrenos junto à azinheira edificou-se um Santuário, em honra de Nossa Senhora do Rosário, que tinha como objectivo poder acolher os peregrinos. No preciso local da aparição, sobre a azinheira, entretanto destruída, ergueu-se uma capelinha, a Capelinha das Aparições, onde está colocada para veneração a imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.
Todo turista que visita o Santuário rende-se à energia positiva de tanta fé que se sente naquele local. É impossível não se emocionar perante manifestações de tanta fé, tanto sentimento de pessoas vindas dos mais diversos países, que em Fátima buscam a esperança, um milagre, ou simplesmente conforto espiritual.
FÁTIMA CONVIDA À ORAÇÃO... À CONVERSÃO... AO AMOR!

domingo, 28 de junho de 2009

BARCELONA

Barcelona é a capital da comunidade autónoma da Catalunha - Espanha e é também a capital da comarca do Barcelonès e da província de Barcelona.
Os primeiros vestígios do povoamento em Barcelona remontam a finais do período Neolítico (2000 a 1500 a.C.). Do século VII ao VI a.C. não se encontra documentada a existência de povoamento por nenhuma tribo ibérica. Aparentemente, por essa mesma época, teria existido uma colônia grega (Kallipolis) na região, apesar de os historiadores discordarem sobre a sua localização exata. Os cartagineses teriam ocupado a região durante a Segunda Guerra Púnica e depois os Romanos vieram instalar-se no local.
Bairro Gótico
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Entrar num mundo de pedra antiga carregada de mistério faz adivinhar um cavaleiro robusto, montado num daqueles cavalos que parecem desfilar a beleza de histórias de encantar, princesas e reinos distantes. Mas este "filme" passa-se mesmo no centro de Barcelona e chama-se Bairro Gótico.
Ramblas de Barcelona
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Um cenário de excelência onde se destaca a Catedral, edifício gótico dos séculos XIV e XV e os dois palácios medievais que a rodeiam: Casa dels Canonges e Casa de L'Ardiaca. Mas este bairro concentra vários monumentos.
Catedral de Gaudí
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A cada passo viajamos pelas fachadas magníficas do Palau Reial, da Capilla de Santa Àgata e do Museu d'Història de la Ciutat.
No Mercado de la Boquería, frente à Catedral, encontrámos o que considero ser uma ideia fantástica: uma "barraca" de massagens shen. Um casal de jovens oferecia, por quatro euros, 15 minutos de prazer e relaxamento a admirar a fachada e o movimento na Praça. Uma música familiar saía do xilofone que um "Charlot" transportava num carrinho de mão, que circulava vezes sem conta por entre os que passavam e e
ram cada vez mais os que paravam para ficar a ouvir. Diziam que tocava Beatles numa versão minimalista, não posso assegurar.
Torre das Telecomunicações, desenhada por Calatrava Posso apenas garantir que a fila atrás de mim, para receber uma massagem, era já grande e aposto que a expressão de satisfação, que não consegui disfarçar, fez adivinhar o que estava a sentir. À medida que o sol caía, recortando sombras e formas nos paredões de pedra, mais fascinante parecia o encanto daquele lugar. A Plaza Reial, noutros tempos lugar de torturas e chacinas públicas, apresenta-se agora como um local de convívio por excelência. Palmeiras e bancos de jardim envoltos por arcadas donde "surgem" restaurantes e "cafeterias" com a opção esplanada. Um convite ao lazer e à preguiça. Mas muito mais havia para ver, logo ali ao lado... uma avenida que parece ter vida própria.
Quem nunca ouviu falar de Gaudí? Ele é o símbolo de Barcelona, da Catalunha. Os monumentos desenhados por este arquitecto são na maioria muito famosos pelo seu modernismo e exuberância. Algumas obras ainda estão em construção, por causa da complexidade e pormenores, um desses casos é a muito famosa Catedral da Sagrada Família, em Barcelona.
Antoni Gaudí nasceu há 155 anos atrás, em Reus, Catalunha e morreu 74 anos depois em 1926 na cidade de Barcelona. Começou por seguir o estilo Gótico, mas pouco a pouco desenvolveu o seu estilo, ridicularizado pela maioria dos artistas daquela época. O seu estilo, ligado ao Modernismo Catalão, variante da Art Noveau, conferia ao edifícios uma forma fantástica e estruturas muito complexas.
A Art Noveau reconhece-se pela ausência de linhas rectas, que são, pelo contrário, extremamente sinuosas e multiplicam-se sucessivamente, fazendo desenhos que evocam alguns elementos da Natureza como as plantas e os animais, como é exemplo o caracol.
Algumas obras chegam a ter um poder quase alucinatório. A maioria das suas obras eram consideradas aberrações e atentados urbanísticos e demasiado ousadas pelos habitantes de Barcelona

domingo, 7 de junho de 2009

ASSIS.. UMA CIDADE DE ENCANTAR

Nossa Senhora dos Anjos... a Porcciuncula...
Assisi...piú bella cittá italiana
Assisi - ou Assis -, é uma cidade encravada sobre o longo contraforte ocidental do monte Subasio (1 290 mt), e domina o sugestivo vale do Topino e do Chiascio. Tem um aspecto medieval, com ruas estreitas e bastante sinuosas, com frequentes subidas, uma atmosfera mística de paz, com abundantes lembranças franciscanas e numerosas obras de arte, que fazem de Assis uma das cidades mais procuradas por peregrinos e turistas.
São numerosas e sugestivas as festas tradicionais em Assis, como acontece na Semana Santa, à noitinha nas festas comemorativas do 1º. de maio ou por altura das festividades do perdão de Assis .
Nos arredores de Assis situa-se o ermo de São Francisco, também conhecido como Le Carceri.
Em setembro de 1997, a cidade de Assis sofreu gravíssimos danos causados por um violento terremoto que destruiu alguns municípios umbros e marquegianos. O arco da Basílica Superior da Igreja de São Francisco desabou parcialmente, provocando algumas vítimas. Muitas obras de arte ficaram danificadas. Além desta basílica, sofreram também danos importantes a Catedral de San Ruffino, a Igreja de São Jorge, Santa Maria Maior e a Abadia de São Pedro. A resconstrução começou imediatamente após o desastre e muitas construções estão já recuperadas, mantendo, dentro possível, o seu estilo original.
A cidade de Assis foi, na antiguidade, chamada de Asisium e era o centro dos povos umbros, havendo sido igualmente município romano e Comuna Livre, ou município livre, no período medieval. Não obstante uma tenaz resistência oferecida ao inimigo, veio Assis a caír sob a dominação de Perugia, sendo posteriormente submetida a várias nobrezas, até que se submeteu directamente ao poder Igreja.
Em Assis nasceram o poeta latino Properzio e os santos Francisco (1181) e Clara (1198). Com o nome de Ascesi foi Assis cantada por Dante (Paragrafo XI, 53).
Um belo recanto de Assis
A romanidade de Assis pode ser testemunhada pelo templo de Minerva (actualmente Igreja de Santa Maria sobre Minerva, que se vê na praça principal e é relembrado também num dos afrescos com as histórias de São Francisco, existentes na basílica dedicada ao Santo). Também a influência romana está patente nos restos do fórum, de um teatro e de um anfiteatro, e, de uma villa (casa) com afrescos.
As casas medievais foram gravemente danificadas pelo terremoto de 1997, existindo agora muito poucas nas pequenas praças, nos palácios públicos (do Capitano del Popolo, dei Consoli, dei Priori), no pórtico do Monte Frumentario (1267) e nas igrejas românicas e góticas de San Rufino (duomo), Santa Maria Maggiore, San Giacomo, San Giorgio (no convento de Santa Chiara), Santa Maria delle Rose, San Pietro, Santa Chiara.
Mas, o complexo monumental pelo qual toda a cidade se alonga é a Basílica de São Francisco, que foi consagrada em 1253 e está anexada ao convento. É uma construção bastante interessante, que consta de duas igrejas sobrepostas numa única nave , para a decoração da qual concorreram os maiores artistas dos anos 1200 e 1300, que pintaram ciclos de afrescos bíblicos, evangélicos, franciscanos, etc.
Entre esses artistas podemos encontrar Cimabue (que trabalhou no transepto, no lavabo, nas velas da arcada da igreja superior e que nos deixou pintada para a posterioridade uma Madonna e São Francisco, como podemos vêr na igreja inferior); Giotto (que resolveu expôr as histórias maravilhosas do santo, pintadas na nave da igreja superior); ou Pietro Lorenzetti (igreja inferior) e Simone Martini (capela de San Martino na igreja inferior). Havia ainda um afresco de Giotto (San Girolamo a ensinar um Chirieco) e outro de Cimabue , representando São Marcos e a Italia, mas foram completamente destruídos para sempre, por causa do terremoto.
Os outros afrescos existentes não sofreram danos irreversíveis. Pertencentes ao renascimento são o pórtico da praça de São Francisco, os oratórios de São Bernardino e dos Pellegrini, a reconstruída casa dos Mestres Comacini e as fontes Marcella e Oliviera.
Do século XVII podemos encontrar em Assis os palácios Bernabei, Giacobetti e Vallemani e a Igreja Nova. São notáveis o Museu Civico Arqueológico, que podemos apreciar na cripta românica de São Niccolò; a Pinacoteca Comunal, que vemos no Palácio da Comuna; o Museu Capitular com um belíssimo tríptico de Niccolò Alunno; os preciosos afrescos do ano 1300, que foram retirados da Igreja de San Rufinuccio, e algumas peças de ourivesaria e ornamentos; o tesouro do sagrado Convento de São Francisco; o Museu da Basílica de Santa Maria dos Anjos(um lugar de peregrinação bastante celebrado e adorado por nele se encontrar a Porziuncola, que foi construida no século XII e foi o primerio oratório de São Francisco e dos seus co-irmãos a partir do ano de 1209, mas também por ser o lugar onde o Santo veio a morrer no ano de 1226) com a belíssima cruz pintada por Giunta Pisano e outras obras.

domingo, 3 de maio de 2009

E VIVA CUBA...

Capitólio de Havana
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Havana (La Habana em castelhano) é a capital e a maior cidade de Cuba e situa-se na província Ciudade de La Habana. Tem aproximadamente 2,4 milhões de habitantes. É uma cidade com uma rica tradição histórica e cultural, caracterizando-se por ser eclética e, ao mesmo tempo, monumental .
Na extremidade da península fica Habana Vieja, o coração espanhol da capital, tombado pela Unesco e que foi restaurado nos trinques e voltou a ser uma das jóias da arquitetura colonial das Américas. O bairro seguinte, Centro Habana, não é tão antigo mas está decrépito, já que não houve dinheiro para seu restauro.
Sair da disneylândia de Habana Vieja para um passeio por Centro Habana é uma experiência antropológica. Na seqüência vem o Vedado, construído nos anos 40 e 50, que, com uma boa demão de tinta, poderia estar em Miami. Ali ficam alguns ícones "modernos" de Cuba, como o Hotel Nacional e a Sorveteria Coppélia.
A última das zonas de Havana é o bairro de Miramar, onde estão alguns dos melhores hotéis oferecidos pelos pacotes. Com ruas largas e arborizadas e casarões elegantes, antigamente Miramar era o bairro chique de Havana, ocupado pela burguesia. Hoje Miramar é o bairro chique de Havana, ocupado por embaixadas, altos funcionários do Partido e cubanos que conseguiram comprar com dólares remetidos de Miami.
Ao chegar a Havana, prepare-se para os guias que se apresentam para acompanhar os turistas a todos os cantos mesmo sem ser chamados e cobram pelo serviço ao fim do dia de passeio são os jineteros. Tente evitar. Ah, sim: ainda existem carrões americanos "vintage" rodando (ou, às vezes, parados por falta de peças).

Embaixada de Espanha - Havana
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Sendo a área onde hoje se situa já conhecida por colonizadores espanhóis em 1514, com o nome de Villa de San Cristóbal de la Habana, a sua localização actual, junto ao porto de Carenas, só aconteceu em 1519, ano oficial da sua fundação.
Havana, que foi chamada "A Cidade das Colunas" pelo escritor Alejo Carpentier, tem uma área metropolitana com mais de 750 km² e é constituída por numeroso bairros entre os quais se destacam El Verdado, El Cerro, La Víbora, Miramar, Marianao, Santos Suarez e outros.
No Século XVII tornara-se uma das mais importantes cidades das Caraíbas e centro de construção naval. O seu centro histórico contém uma interessante mistura de munomentos barrocos e neoclássicos, bem como um conjunto homogéneo de casas particulares com arcadas, varandas, portões e pátios
Havana, a bonita a antiga capital de Cuba, é uma cidade intrigante e por demais fotogénica, especialmente no seu centro histórico, conhecido por Havana Velha.
Cheia de sombras, de contrastes, com edifícios monumentais, gente bonita, um parque automóvel irresistível, o malécon e praças lindíssimas como a Praça Velha de Havana ou a Praça da Catedral.
A Catedral Velha de Havana

segunda-feira, 20 de abril de 2009

OLIVENÇA - cidade ocupada

Cidade de Olivença

O município de Olivença tem 430 km² e está situado na margem esquerda do Rio Guadiana. Tem a forma aproximada de um triangulo, com dois dos vértices no Guadiana.
A cidade de Olivença fica a 23 km de Elvas e 24 km de Badajoz. Lisboa dista 236 km e Madrid 424 km. A ligação a Elvas e ao restante território português faz-se por uma ponte sobre o Guadiana, que foi construída em 2.000 mesmo ao lado das ruínas da Ponte da Ajuda.
No município de Olivença estão incluídas as vilas de S. Francisco e S. Rafael e quatro aldeias .
Nossa Senhora da Assunção da Talega ou Táliga, que é outra povoação do antigo território de Olivença, é um município separado desde 1850. Pelo contrário, a aldeia de Vila Real, hoje parte de Olivença, era uma freguesia do concelho de Juromenha, actualmente integrado no concelho do Alandroal.
Em sequência da Guerra das Laranjas, que foi o prelúdio da Guerra Peninsular, o tenebroso Manuel Godoy, à frente das tropas espanholas, veio ocupar Olivença e destituir o governador Júlio César Augusto Chermont, que não ofereceu resistência.
Poucos dias depois, a Espanha impõe a Portugal os tratados de Badajoz, de 06 de Junho, e de Madrid, de 29 de Setembro de 1801, segundo os quais "Su Majestad Católica [rei de Espanha] conservará en calidad de conquista, para unirla perpetuamente a sus dominios y vasallos, la plaza de Olivenza, su territorio y pueblos desde el Guadiana; de suerte que este río sea el límite de sus respectivos Reinos". No dia 14 de Agosto de 1805 veio a ser lavrada a última acta da Câmara de Olivença em língua portuguesa
O roubo a Portugal acabara de ser consumado!.

*Muralha do Castelo de Olivença*

Com a vitória das tropas nacionalistas na Guerra Civil de Espanha, aumentou a pressão para a aculturação e colonização de Olivença. No município oliventino foram criados, em 1956, dois "poblados de colonización" — San Francisco de Olivenza, assim chamado em honra do General Franco, e San Rafael de Olivenza, que deve o nome ao então ministro de Agricultura, Rafael Cavestany Anduaga — ambos núcleos populacionais de colonização, constituídos por habitantes oriundos de diversos pontos de Espanha.

Na segunda metade do século XX, dois importantes políticos portugueses foram fervorosos adeptos da recuperação de Olivença: o General Humberto Delgado e o Almirante Pinheiro de Azevedo, que chegaram a desempenhar funções de destaque noGrupo dos Amigos de Olivença, que foi fundado em 1944. Pinheiro de Azevedo foi autor do livro "Olivença está cativa pela Espanha: por culpa de quem?", em 1982, e chegou a propor uma "marcha verde" sobre a cidade. Outros movimentos irredentistas activos são a Sociedade Pró-Olivença (fundada em 1938 e o Comité Olivença Portuguesa, também fundado em 1938. Mais recentemente a "Questão de Olivença" tem vindo a ser referida no "The World Factbook", de CIA, onde se diz que: "Portugal não reconhece a soberania espanhola sobre o território de Olivença baseado numa interpretação diferente do Congresso de Viena de 1815 e do Tratado de Badajoz de 1801"

quinta-feira, 9 de abril de 2009

A ÚLTIMA CEIA...

Jesus, na Última Ceia
Durante a Ceia em que Jesus quiz celebrar a Páscoa Judaica com os Seus Apóstolos, Ele instituiu o Sacramento da Eucaristia, quando partilhou o Pão e O Vinho, depois de os haver benzido e entregado aos que com Ele estavam à mesa. A partir daquele momento, o Pão e o Vinho transubstanciaram-se no Seu Corpo e Sangue, dado como alimento para a vida eterna.
Ao instituir a Eucaristia, pediu que se fizesse aquele gesto do partilhar do Pão e do Vinho em Sua Memória, porque Ele estaria connosco até à consumação dos séculos.
Momentos antes da Ceia, Jesus pegou num recipiente com água e uma toalha, baixou-se e lavou os pés a cada um dos presentes.
Pedro ainda protestou, mas Cristo disse-lhe: "Se não te lavar os pés não terás lugar comigo...", e Pedro respondeu, de imediato: "Senhor! Não me laves só os pés, mas também o corpo todo!"
Finda a Ceia, Jesus retirou-se para o Jardim das Oliveiras, para orar ao Pai, entrando então em profunda agonia pelo momento que estava para chegar. E alí que aqueles que O procuravam O foram encontrar, sendo então entregue por Judas, com o beijo da perfídia: "Judas... é assim, com um beijo, que entregas o Filho do Homem?".
Muitas vezes teremos sido protagonistas de gestos como o de Judas! Quantas vezes defraudámos um amigo... e isso será como um beijo traiçoeiro, igual àquele com que Cristo foi entregue aos Seus algozes !

A Quinta Feira Santa combina um amontoado de celebrações de vários acontecimentos bastante marcantes e importantes para o revigorar da fé dos cristãos, pois este é um dos tempos mais importantes da História da Salvação, iniciada em Belém de Judá, com o Nascimento de Jesus e acabará consumada com a Glória da Ressurreição, porque Cristo, vencendo a Morte, redimiu-nos pelo Seu sacrifício na Cruz lá no alto do Calvário.

domingo, 5 de abril de 2009

JERUSALÉM, Cidade Santa

Vista de Jerusalém a partir do Monte das Oliveiras
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Jerusalém (em hebraico moderno Yerushaláyimלם) é a capital de Israel ( não reconhecida internacionalmente) e a sua maior cidade, com a sua população de 732.100 residentes que ocupam uma área de 125.1 km², se a área disputada que é situada a leste estiver incluída. A moderna cidade de Jerusalém tem crescido nos arredores da cidade antiga.
É uma cidade cuja história nos transporta ao 4º milénio a.C., sendo considerada uma das mais antigas cidades do mundo. Jerusalém, que é a cidade santa dos Judeus, dos Católicos e dos Muçulmanos, sendo o seu centro espiritual desde o século X a.C., contém um significativo número de antigos lugares cristãos e é considerada a terceira cidade santa do Islão.
Apesar de ter apenas uma área de 0.9 quilômetros quadrados, a cidade antiga hospeda os principais lugares religiosos, estando entre eles a Esplanada das Mesquitas, o Muro das Lamentações, o Santo Sepulcro, a Cúpula da Rocha ou a Mesquita de Al-Aqsa.
A cidade, antigamente murada, que é um patrimônio mundial, é tradicionalmente dividida em quatro quarteirões, ainda que os nomes hoje usados ( bairros Arménio, Cristão, Judeu e Muçulmano) tenham sido introduzidos por volta do século XIX.
A cidade velha foi indicada para ser incluída na lista do Património Mundial em Perigo, por iniciativa da Jordânia, em 1982. No decurso da história, foi Jerusalém destruída por duas vezes, sitiada por 23 vezes, atacada por 52 vezes, e capturada e recapturada por 44 vezes. O estatuto de Jerusalém continua a ser hoje um dos maiores problemas no conflito Israelo-Palestiniano.
A anexação de Israel do leste de Jerusalém ocupado, tem sido repetidamente condenada pelas Nações Unidas, e o povo palestiniano apenas consegue vêr o leste de Jerusalém como a capital do futuro Estado Palestino.
Por causa da Resolução 478 do Conselho de Segurança da ONU, foi tornada oficial a retirada de todas as embaixadas estrangeiras sediadas em Jerusalém.
Alguns arqueólogos acreditam que Jerusalém, como cidade, foi fundada pelos povos semitas ocidentais, talvez cerca do ano 2.600 a.C.. Segundo a tradição judaica, a cidade foi fundada por Shem (Sem, em português), que era filho de Noé e Éber, antepassados de Abraão.
Nos contos bíblicos afirma-se que Jerusalém foi uma cidade Jebusita até o século X a.C., quando o rei David a conquistou e tornou capital do Reino Unido de Israel e Judá (c. 1000s a.C.). Algumas escavações recentes feitas numa grande estrutura de pedra, têm sido interpretadas por alguns arqueólogos como um crédito para a narrativa bíblica
Em 1917, após a Batalha de Jerusalém, o exército inglês, comandado pelo General Allenby, conquistou a cidade. Em 1922, a Liga das Nações, na Conferência de Lausane, entrega a administração da Palestina ao Reino Unido.
Entre os anos de 1922 a 1948, a população total da cidade passou de 52.000 para 165.000, sendo dois terços de judeus e um terço de árabes (muçulmanos e cristãos).
À medida que o Mandato Britânico da Palestina foi terminando, o Plano de Partilha das Nações Unidas de 1947 recomendou "a criação de um regime internacional, em especial na cidade de Jerusalém, constituindo-a como uma "corpus separatum" no âmbito da administração das Nações Unidas.
O regime internacional deveria continuar a vigorar por um período de mais 10 anos, após o que deveria ser feito um referendo em que os moradores de Jerusalém votariam para decidir qual o futuro regime para a cidade. Mas este plano acabou por não ser implementado, porque eclodiu a guerra de 1948 , quando os militares britânicos se retiravam Palestina e Israel se aproveitou para declarar a independência .
A guerra levou ao deslocamento das populações árabe e judaica na cidade. Os 1.500 residentes do Bairro Judeu da Cidade Velha foram expulsos e algumas centenas foram feitos prisioneiros, quando a Legião Árabe capturou o bairro em 28 de maio.
Os moradores de vários bairros e aldeias árabes do oeste da Cidade Velha saíram com a chegada da guerra, mas alguns permaneceram e foram expulsos ou mortos, como em Lifta ou Deir Yassin.