quarta-feira, 15 de maio de 2013

LEIRIA, DAS SOMBRAS AMIGAS...


Leiria... a cidade e o Castelo
Leiria é a cidade portuguesa capital do distrito do mesmo nome, que se encontra situada na Região Centro e sub-Região do Pinhal Litoral, com aproximadamente 55 500 habitantes.
A cidade de Leiria tem sete freguesias inseridas na sua mancha urbana e fica distante cerca de 70 km da cidade de Coimbra.
Leiria é o principal centro urbano do Pinhal Litoral e da comunidade urbana de Leiria, assim como um importante centro de comércio, serviços e indústria.
O município tem 565,1km² de área e 126 879 habitantes, segundo o censo do INE de 2011, e está subdividido em 29 freguesias, sendo limitado a norte/nordeste pelo concelho de Pombal, a leste pelo de Ourém, a sul pelos municípios da Batalha e de Porto de Mós, a sudoeste pelo de Alcobaça e a oeste pelo concelho da Marinha Grande. Tem uma faixa costeira a ocidente banhada pelo Oceano Atlântico

A cidade é banhada pelos rios Lis e Lena e o Castelo de Leiria é
o seu monumento mais notável.

Vista a partir do Castelo
O primeiro Foral foi concedido ao concelho de Leiria pelo primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, no ano de 1142, então com o nome de Leirena. 
A gastronomia é muito variada e tem tradições reconhecidas.

Morcela de arroz, com batata e grelos
Pratos Regionais - Morcela de Arroz;  Negritos;  Lentriscas; Bacalhoada com migas; Bacalhau com feijão frade; Ossinhos; Fritada Cabrito; Feijoada Leitão; Chanfana; Fritada dos peixinhos; Chanfana (Chainça); Bacalhau com Chícharos - (Santa Catarina da Serra )
Brisas do Lis
Doces RegionaisBrisas do Lis; Lampreia de Ovos; Ovos Folhados; Bolinhos de Pinhão; Castanhas queimadas; Canudos de Leiria; Doce de amêndoa; Filhós de abóbora.

O concelho é historicamente rico, como o testemunham o Castelo da cidade ou o Santuário de Nossa Senhora da Encarnação.
Senhora da Encarnação
Na sua região, Leiria dispõe ainda, das maravilhosas Termas de Monte Real, de praias como a do Pedrógão, da Lagoa da Ervideira ou da mata municipal dos Marrazes, ficando relativamente perto as cidades históricas de Coimbra, de Tomar, de Torres Novas ou Santarém, além dos magníficos centros urbanos de Fátima, Entroncamento, Ourém, Abrantes ou Rio Maior, estes não pertencentes ao distrito.
Os portos da Figueira da Foz e de Peniche distam cerca de 50 km e 80 km, respectivamente.
Destaque-se a sua feira anual, que se realiza entre os dias 1 e 25 de Maio, e se integra numa ampla tradição da região.
O feriado municipal ocorre no dia de Nossa Senhora da Assunção, ou seja a  22 de Maio.

O Castelo de Leiria é, além de um local com interesse histórico, um excelente local para eventos culturais. Situada perto do Castelo, a Igreja de São Pedro, um templo de traça romana que é usado como um dos locais do Festival Anual de Música. Leiria tem também a casa de Mimo - Museu da Imagem em Movimento - e o Museu do Moinho do Papel, a primeira fábrica de papel em Portugal.
O Teatro Miguel Franco, no antigo Mercado de Sant'Ana e o Teatro José Lúcio da Silva são espaços votados ao teatro, apresentações de música e dança, bem como ao cinema.
Moinho de Papel

A cidade é o berço de vários poetas portugueses, como sejam Afonso Lopes Vieira e Francisco Rodrigues Lobo, dando este o seu nome à praça central... e a praça Rodrigues Lobo é o lar de uma próspera 'cultura de cafés', bem como um local onde regularmente se realizam eventos culturais. Outros poetas de Leiria: El-Rei D. Dinis, com as suas 'Cantigas de Amigo',  Acácio de Paiva, José Marques da Cruz, Carlos Eugénio, Gentil Ferreira de Sousa, José Daniel R. da Costa, Américo Cortez Pinto, José Ribeiro de Sousa, António Sá Pessoa e tantos outros.
O escritor Eça de Queirós escreveu em Leiria o seu romance realista 'O Crime do Padre Amaro',  publicada em 1875. Também Miguel Torga residiu em Leiria, onde exerceu medicina e escreveu.
Existemem Leiria, ainda hoje,  as casas onde viveram os escritores.
 

sábado, 22 de dezembro de 2012

POETAS IMORTAIS

Não há espera que não aconteça quando, cansados pelo caminhar, nos sentamos à beira do caminho, para pensar e sonhar viagens que nunca fizemos, caminhos que nunca andámos, terras que nunca conhecemos... num mundo que sempre amámos!
Agora, porque é tempo de Natal, de voltar a ser alegre, de recordar outros Natais... o meu... o teu... o do amigo distante que esperamos voltar a abraçar, recordamos que este é o Natal de Jesus, o tal Menino que veio trazer Amor e Esperança, mas também o desassossego das nossas consciências, que teimam em Lhe dar ouvidos e obedecer ao convite sábio de Sua Mãe, Maria Santíssima: 'FAZEI TUDO O QUE ELE VOS DISSER!'
A espera que nos fez caminhar em busca das belezas do mundo, será agora mais justificada porque percebemos que Deus nos dá o Mundo para que o desfrutemos... e as nossas viagens podem continuar a ser feitas pelo mar, pela terra, pelo ar, pelo pensamento, pela leitura, pela televisão... mas a viagem mais apetecida fica sempre para trás, pois é feita pelo coração!
 
Nos Bosques, Perdido
Nos bosques, perdido, cortei um ramo escuro
E aos lábios, sedento, levante seu sussurro:
era talvez a voz da chuva chorando,
um sino quebrado ou um coração partido.
Algo que de tão longe me parecia
oculto gravemente, coberto pela terra,
um gruto ensurdecido por imensos outonos,
pela entreaberta e úmida treva das folhas.
Porém ali, despertando dos sonhos do bosque,
o ramo de avelã cantou sob minha boca
E seu odor errante subiu para o meu entendimento
como se, repentinamente, estivessem me procurando as raízes
que abandonei, a terra perdida com minha infância,
e parei ferido pelo aroma errante.
Não o quero, amada.
Para que nada nos prenda
para que não nos una nada.
Nem a palavra que perfumou tua boca
nem o que não disseram as palavras.
Nem a festa de amor que não tivemos
nem teus soluços junto à janela...


Pablo Neruda

domingo, 21 de outubro de 2012

A CIDADE DOS TEMPLÁRIOS

Tomar  (antiga grafia: Thomar) é uma cidade portuguesa com cerca de 15 764 habitantes, pertencente ao Distrito de Santarém, na região Centro e sub-região do Médio Tejo. Pertencia ainda à antiga Província  do Ribatejo, hoje porém sem qualquer significado político-administrativo. A histórica cidade de Tomar possui diversos monumentos como por exemplo Castelo de Tomar e Convento de Cristo, declarado pela UNESCO Património Mundial. Há outras cidades relativamente perto de Tomar: Abrantes, Torres Novas, Entroncamento, Ourém, Fátima (todas geograficamente localizadas no Médio Tejo).
Baixa de Tomar - Rio Nabão
A cidade é sede de um município com 351,2 km² de área e 40 674 habitantes (2011), subdividido em 16 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Ferreira do Zêzere,  a leste por Abrantes,  a sul por Vila Nova da Barquinha,  a oeste por Torres Novas e a noroeste por Ourém .
A cidade é atravessada pelo Rio Nabão, que é afluente do Rio Zêzere, estando incluída na bacia hidrográfica do Tejo, o maior rio da Península Ibérica.
Situa-se na parte norte da região mais fértil de Portugal e uma das mais férteis da Península Ibérica, a Lezíria ribatejana

Cortejo dos Tabuleiros na Corredoura
 A Festa dos Tabuleiros é a celebração mais importante da cidade de Tomar e é também conhecida como a Festa do Espírito Santo, realizando-se de 4 em 4 anos, nos meses de Junho ou Julho.
Roda do Mouchão
Estes festejos, que fizeram a fama de Tomar, remontam às festas do imperador, instituídas por D. Dinis e pela Rainha Santa Isabel, no quadro do culto do Espírito Santo. Têm também a ver com práticas ancestrais de entrega das primícias das colheitas a Deusa Ceres e de celebração da fertilidade da terra. E há ainda uma componente mais recente, também presente nas Festas dos Açores, com o seu quê de inspiração franciscana, de celebração igualitária da fraternidade e da partilha dos frutos da terra: o bodo e a ceia comum. Segundo alguns autores a sua origem encontra-se nas festas de colheitas à deusa Ceres.
Tomar era sede Templária, e a ordem do Templo foi sempre acusada pela Inquisição de desvios doutrinários, senão de heresia, até que foi extinta pelo Papa Clemente V em 1307.
Os símbolos do Espírito Santo estão bem presentes no alto tabuleiro que as raparigas transportam no cortejo: no topo a pomba e a coroa e de alto a baixo os pães enfiados em cana (aos quais se atribuíam virtudes milagrosas), flores de papel (tradicionalmente, papoilas) e, ainda, espigas.
No século passado encontram-se referências às festas do Espírito Santo, e até 1895 fazia-se o cortejo anual à Sexta-feira, por alturas do dia 20 de Junho. Depois de 1914, passou a fazer-se ao Domingo.
A antiga tradição do sacrifício dos bois, cuja carne seria depois distribuída por todos (como acontecia no penedo, após a tourada à corda), manteve-se até 1895. A partir de 1966, os bois do Espírito Santo voltaram ao cortejo, mas agora só com funções simbólicas.
A última Festa dos Tabuleiros realizou-se em 2011.

Brasão da Cidade
Círio de Nª Senhora da Piedade
O Círio de Nª Senhora da Piedade é uma festa que tem lugar nas ruas de Tomar no 1º domingo de Setembro. Um cortejo de oferendas realizado em carros típicos enfeitados com flores de papel percorre a cidade.
Feira de Santa Iria
É feito em honra da padroeira de Tomar (Santa Iria), e decorre normalmente entre a sexta-feira anterior ao dia 20 de Outubro, até ao domingo a seguir a esta mesma data, que é o ponto alto das comemorações, quando se efectua a procissão. A feira realiza-se na praça da República e nos arredores (perto da estação de caminhos-de-ferro e central de camionagem). Tem divertimentos, vendedores, exposição de automóveis, motos e tractores agrícolas, e conta ainda com a presença de tasquinhas onde se dá a conhecer alguns dos sabores da região.
Mata nacional dos sete montes  
 


O convento de Cristo

 Recinto conventual, que foi pertença, inicialmente da ordem do Cristo , é um dos principais  monumentos da arquitectura nacional, onde todas as etapas estéticas, desde o século XII ao XVIII, se encontram ampla e profundamente documentadas. Em 1984 foi considerado património mundial pela UNESCO. Constituído por sete claustros e outros edifícios, contém no seu interior notáveis obras de arquitectura. Provavelmente o Claustro de D João III, o Claustro principal do Convento de Cristo, é a mais monumental e bela obra do Renascimento, . Os restantes são o Claustro das Lavagens e o Claustro de D. Henrique, que remontam à primeira metade do século XV. O Claustro de St.ª Bárbara é quase esmagado pela monumentalidade da Janela de Capítulo que se debruça sobre o mesmo. Por todos estes motivos e pelo fabuloso passeio que proporciona uma visita a este enorme Convento, desfrutando de maravilhosas vistas sobre a cidade, é imprescindível passar demoradamente por este monumento e conhecer a sua história e os seus mistérios.
 A janela da casa do Capítulo é um dos pontos culminantes da arte Manuelina em Portugal. Foi aqui que se reuniram as cortes gerai
O Museu dos Fósforos representa a maior colecção filuminística da Europa, colecção essa iniciada em 1953 pelas mãos de Aquiles de Mota Lima , reconhecido cidadão Tomarense, que se destacou em actividades culturais de grande mérito.s convocadas por Filipe I de Portugal . Obra de Arruda que foi iniciada em 1510 . Esta dependência constituía, na época, a sacristia da igreja. 
Fatia de Tomar

 A doçaria tomarense representada a nível das lojas, explora variantes dos doces de ovos e amêndoa com mais ou menos açúcar. Passe por uma das pastelarias mais conceituadas de Tomar e não deixe de experimentar estes doces de sonho! Não se pode deixar de fazer uma referência especial ao doce mais conhecido de Tomar: as Fatias de Tomar. MUITO BOM O PINGADO.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

SINTRA - TERRA DOS SONHOS...

Sintra é uma Vila portuguesa no Distrito de Lisboa , na região de Lisboa, sub-região da Grande Lisboa e na Área Metropolitana de Lisboa.
É sede um  município
 com 317 km² de área e 377 837 habitantes (2011), subdividido em 20 freguesias . O município é limitado a norte pelo município de Mafra, a leste por  Loures e  Odivelas , a sueste pela Amadora , a sul por Oeiras  e Cascais e a oeste pelo Oceano Atlântico.
A Vila de Sintra inclui o sítio PAISAIGEM CULTURAL DE SINTRA, PATRIMÓNIO MUNDIAL DA UNESCO  e tem recusado ser elevada a categoria de cidade, apesar de ser sede do segundo mais populoso município em Portugal, segundo a Câmara Municipal de Sintra.
Podemos encontrar em Sintra testemunhos de praticamente todas as épocas da história portuguesa e, não raro, com uma dimensão que chegou a ultrapassar, pela sua importância, os limites deste território.
Na candidatura de Sintra a Património Mundial/Paisagem Cultural junto da UNESCO, tratou-se de classificar toda uma área que se assumiu como um contexto cultural e ambiental de características específicas: uma unidade cultural que tem permanecido intacta numa plêiade de palácios e parques; de casas senhoriais e respectivos hortos e bosques; de palacetes e chalets inseridos no meio de uma exuberante vegetação; de extensos troços amuralhados que coroam os mais altos cumes da Serra.
Também de uma plêiade de conventos de meditação entre penhascos, bosques e fontes: de igrejas, capelas e ermidas, pólos seculares de fé e de arte; enfim, uma unidade cultural intacta numa plêiade de vestígios arqueológicos que apontam para ocupações várias vezes milenárias.
Seu ponto mais alto possui 528 metros de altitude.

No âmbito contextual de natureza, arquitectura e ocupação humana, Sintra evidencia uma unidade única, resultado de diferentes motivos conjugados, entre os quais o peculiar clima proporcionado pelo maciço orográfico que constitui a Serra de Sintra  e a fertilidade das terras depositadas nas várzeas circundantes.
 A relativa proximidade do estuário do Tejo, e - a partir de dada época - a vizinhança de  Lisboa, cidade cosmopolita e empório de variadas trocas comerciais, fizeram com que desde cedo a região de Sintra fosse alvo de intensa ocupação humana.
Na costa marítima da freguesia de Colares, no concelho de Sintra, localiza-se o Cabo da Roca.
 Situado 140 metros acima do nível do mar, com as coordenadas geográficas N 38º47', W 9º30', é o ponto mais ocidental do continente europeu. Ou, como escreveu Luis de Camões, é o local "onde a terra se acaba e o mar começa".
A importância da Vila de Sintra nos itinerários régios proporcionou, no final do século XV, por iniciativa da rainha D. Leonor, mulher de D. João II — a instituidora das Misericórdias portuguesas, o melhoramento da sua principal instituição de assistência e caridade, o Hospital e Gafaria do Espírito Santo, de que hoje resta a capela de São Lázaro. Nas chaves das suas abóbadas ogivais podem ver-se, ainda, as divisas de D. João II (o Pelicano) e de D. Leonor (o Camaroeiro).
Em 1545, o Hospital passou para a administração da Santa Casa da Misericórdia de Sintra fundada pela rainha D. Catarina de Áustria, mulher de D. João III.
Na transição do século XV para o século XVI, D. Manuel I  (1495-1521) transforma e enriquece a Vila, a Serra e o seu termo, com uma nova e vasta campanha de obras no Paço da Vila, ocorridas depois da viagem a Castela e Aragão para ser jurado herdeiro daqueles reinos em 1498, que reflectem a impressão que o mudejarismo espanhol deixou no monarca; da reconstrução da velha igreja gótica de São Martinho; da construção do Mosteiro de Nossa Senhora da Pena (1511), no pico mais alto da serra,entregue à Ordem de São Jerónimo.

No que diz respeito a gastronomia, a zona de Sintra é muito rica em petiscos de fazer crescer água na boca.
Em relação aos pratos de carne temos:
- Carne de porco às Mercês - Leitão dos Negrais - Vitela à Sintrense - Cabrito assado

No respeitante a pratos de peixe a região de Sintra possui uma grande diversidade de pratos tradicionais tais como:- Caldeirada de abrótea e caboz - Migas à pescador - Escalada de Lapas
- Mexilhões na chapa - Mexilhões de cebolada - Açorda de bacalhau.
Já pelos doces esta região é bastante conhecida, pois quem não conhece as famosas queijadas de Sintra, feitas pelas fábricas da (Piriquita, Sapa, Gregório e Preto) bem como os deliciosos travesseiros de Sintra.
Outros doces já não tão conhecidos são os pasteis da Cruz Alta, Pasteis da Pena, Parrameiros (Bolo Saloio vendido nas feiras tradicionais de Sintra), Nozes de Galamares, Bolos da Festa da Nossa Senhora da Graça (Almoçageme), Bolos da Festa de São Mamede (Janas) e as Pêras Pardas.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A TODOS OS AMIGOS DESTE BLOG...

QUE AO VIAJARES PELO MUNDO DE DEUS, TENHAS SEMPRE PRESENTE QUE ELE FEZ ESTA MARAVILHA PARA TI...
...OLHA-O ENTÃO COM A ATENÇÃO QUE ELE MERECE, POIS É PRECISO DAR-LHE A PAZ, O AMOR, A PARTILHA, A FRATERNIDADE QUE NOS VAI TORNANDO DIGNOS DO NASCIMENTO DO DEUS MENINO!
BOAS FESTAS!!!

domingo, 4 de setembro de 2011

VILA REAL DE TRÁS-OS-MONTES


Vila Real é a capital do Distrito com o mesmo nome, na Região Norte e sub região do Douro. Tem aproximadamente  25 000 habitantes.
O município tem ali a sua sede e tem 377,08 km² de área e 52 219 habitantes subdivididos em 30 freguesias. O município é limitado a norte pelos municípios de Ribeira de Pena e de Vila Pouca de Aguiar, a leste por Sabrosa, a sul por Peso da Régua, a sudoeste por Santa Marta de Penaguião, a oeste por Amarante e a noroeste por Mondim de Basto. 


Crescida num planalto situado na confluência dos rios Corgo e Cabril,  a cidade está enquadrada numa bela paisagem natural (Escarpas do Corgo), tendo como pano de fundo as serras do Alvão e, um pouco mais  distante, do Marão. Com mais de setecentos anos de existência, Vila Real foi outrora conhecida como a "Corte de Trás-os-Montes", devido ao elevado número de casas brasonadas que existiam.

A localização privilegiada, no cruzamento das estradas Porto-Bragança e Viseu-Chaves, permite um crescimento sustentado.
A presença, a partir do século XVII, da Casa dos Marqueses, faz com que muitos nobres da corte também se fixem. Facto comprovado pelas inúmeras pedras-de-armas com os títulos de nobreza dos seus proprietários que ainda hoje se vêem na cidade.
Com o aumento da população, Vila Real adquiriu, no século XIX , o estatuto de capital de distrito  e, já no século XX,  o de capital de província. Em 1922  foi criada a diocese de Vila Real, territorialmente coincidente com o respectivo distrito, por desanexação das de Braga, Lamego e Bragança-Miranda, e em 1925 foi elevada a cidade.

Segundo uma lenda, durante o reinado de D. João I (ou de D. Dinis), estaria um grupo de rapazes em Vila Real a jogar o jogo da choca (uma espécie de hóquei, mas sem patins e cuja bola é uma pedra, diz-se na mesma lenda), com um pau a que davam o nome de "aleo". O rei terá criticado a sua despreocupação, num momento de perigo, em que estavam a entrar em guerra. Um dos rapazes teria respondido que com o mesmo aleu com que jogavam a choca tratariam dos inimigos. Satisfeito com a resposta, o rei mandou que a palavra aleu fosse inscrita no brasão da cidade.
 .

sexta-feira, 3 de junho de 2011

VALÊNCIA... que guapa és!

Castelo de Valência

Valência é a capital da Comunidade Valenciana, formada por Castellón, Alicante e Valência.  É uma cidade costeira e a terceira maior cidade de Espanha, em números populacionais, depois de Madrid e Barcelona.
O turismo é imagem de marca da Comunidade Valenciana. O porto industrial  de Valência é o 2º. de Espanha, logo a seguir ao Porto de Algeciras.
Em Valência há 22 séculos de história reflectidos nas paredes da velha cidade, no Museu de História de Valência ou nas suas ruas. Para além das "Fallas" sismicas e do futebol espectáculo, há a arte, a ciência, a mistura de culturas.

Valência foi fundada pelos Romanos em 138 a.C., sendo consul Décimo Júnio Bruto Galaico, que lhe deu o nome de Valentia Edetanorum. É uma das mais antigas cidades de Espanha. Em meados do século I verificava-se na cidade um enorme crecimento urbano, em virtude de ali existir um belíssimo porto.
Começou a formar-se uma comunidade cristã primitiva cerca do século IV. No século V sofreu as primeiras investidas dos povos germânicos - especialmente Visigodos - que trataram de conquistar a urbe e adaptar os edifícios romanos às necessidades de uma cidade cristã.
A época de maior explendor de Valência acontece com Abd al-Allah, filho do 1º. Emir de Córdova, que se instalou em Balansiya - nome árabe de Valência - e exerceu um governo autónomo na área, trazendo a sua língua, religião e costumes, que convivem com os habitantes originais, os Moçárabes, que eram herdeiros da cultura hispanoviosigoda e tinham como religião o cristianismo e como língua o moçárabe.
Após o século VIII, sob governo de Agréscio, a cidade é sitiada e acontece a conquista muçulmana, sofrendo a cidade um novo surto de desenvolvimento. Para tanto houve um entendimento entre Agréscio, o defensor, e Tarik, o atacante, para que se fizesse a capitulação e entrega da cidade aos sitiantes, protegendo-se assim a vida e bens dos cristãos, que foram poupados, como veio a acontecer 500 anos após, mas em sentido contrário.

Fallas de Valência
Valência é uma cidade  bastante festivaleira, sendo algumas das principais festividades as seguintes:
- JANEIRO: - Festas de Santo Antão e São Vicente de Saragoça;
- MARÇO: - Festas de São José, as conhecidas e afamadas Fallas de Valência;
- ABRIL: - Semana Santa e Dia de São Vicente Ferrer - Patrono da Comunidade Valenciana;
- MAIO: - Festa das Cruzes; Virgem dos Desamparados e Corpus Christi;
- JUNHO: - Festas Juninas;
- JULHO: - Feira de Julho;
- OUTUBRO: - Dia da Comunidade Valenciana (09) e de São Dionísio, Papa.
Também há em Valência  muito desporto ao ar livre, salientando-se o golf, a vela, o windsurf... além da menina dos olhos da cidade que é o novo circuito urbano onde se disputam os grandes prémios de Fórmula 1.
A gastronomia valenciana é conhecida mundialmente, pois a cidade oferece uma cozinha mediterrânica de óptimo sabor. 
No início do século XX, Valência era uma cidade bastante dada às coisas da indústria. Havia desaparecido a seda... mas havia a produção de peles e couro, das madeiras e da metalurgia, dos produtos alimentares, dos quais se salienta a exportação de vinhos e citrinos de excepcional qualidade.
Havia a pequena empresa, mas cada vez mais se caminhava para a mecanização e para as grandes empresas.
Foi uma época em que se construíram edifícios de destacado estilo modernista, como a Estacion del Nord, os mercados Central e de Colombo.
Palácio da Música
Quando se deslocar a Valência, não esqueça que estará numa cidade que relata 22 séculos de história. Ao tocar a muralha árabe, está a sentir nas mãos milhares de anos da história de Valência.
Valência merece a nossa visita e oferece-nos praias estupendas como La Malvarrossa; CabanyalPinedo; L'Arbre del Gos; El Saler; La Garrofera; La Devesa ou Perellonet.

Brasão de Valência