quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Na terra dos kangurus...

Fim do ano em Sydney

Austrália é uma parte do continente mais jovem do mundo, que é a Oceania. É habitada pelos povos aborígenes há mais de 40 mil anos, mas começou a ser colonizada pelos europeus`há cerca de duzentos anos.
A Austrália era um continente que, para o resto do mundo, estava geograficamente invisível, o que é incrível porque era uma vasta extensão de terras que, por muito estranho que pareça, estava omitida nos mapas mundo, pois os vários cartógrafos que ao longo dos séculos se dedicaram à elaboração desses mapas, nunca incluiram a Oceania... logo a Austrália.
Há alguns escritos que relatam que quer os Portugueses quer os Holandeses, para não referir outros povos que navegaram aquelas águas, quando passavam ao largo da costa nunca acharam ser terra de algum modo convidativa iniciarem uma colonização.

Sydney

Sydney (lêr sidni) é a cidade mais populosa da Austrália e tem uma população, na área metropolitana, de cerca de 4,28 milhões de habitantes. É a capital do Estado de Nova Gales do Sul e a primeira colónia britânica da Austrália, criada em 1788 em Sydney Cove por Arthur Phillip, que comandou a Primeira Frota da Grã-Bretanha.
Sydney situa-se na costa sudeste da Austrália, sendo a cidade construída à volta de Port Jackson, que inclui Sydney Harbour, o que deu à cidade o apelido de "Cidade Porto".
Sydney

Sydney é muita afamada mundialmente pela Ópera House e pela Harbour Bridge, além das suas praias fantásticas.. A área metropolitana é rodeada por belíssimos parques naturais, baías, rios e enseadas.


Camberra

Camberra é a capital da Austrália e ocupa uma extensão de 805,6 km. Fica próxima da cordilheira conhecida como Brindanbella Ranges, a 150 km da costa leste da Austrália. O ponto mais alto da zona de Camberra é o Monte Majura, com 888 m de altitude, mas há outras montanhas como o monte Taylor, o Ainslie, Mugga Mugga e Black Mountain, ficando situada nesse último a Torre Telstra.

Brisbane

A população total da Austrália é um pouco superior a 21,7 milhões, estando cerca de 60% concentradas em torno das capitais continentais estaduais Sydney, Melbourne, Brisbane, Perth, Adelaide e Darwin.
Darwin

A Austrália está integrada na Comunidade Britânica.










Bandeira e Brazão

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

um Bom Ano... VIAJANDO!

QUE O NOVO ANO VOS TRAGA
VIAGENS DE ENCANTAR...
LONDRES, TÓQUIO, PARIS, PRAGA...
TODO O MUNDO, SEM PARAR!
QUE TENHAM TUDO DE BOM
SAÚDE, PAZ, ALEGRIA...
...E TALVEZ SEJA DE BOM TOM
TER-SE DINHEIRO NO DIA-A-DIA!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

"E tú, Belém Efratha..."


Belém de Judá ou Efratha situa-se a 777 metros acima do nivél do mar e 1267 metros acima do Mar Morto, sobre duas colinas do sistema montanhoso da Judeia, as suas vertentes altas e baixas estão cobertas de vinhas, figueiras, amêndoas, romas e oliveiras. A cidade bíblica de Belém, que em hebraico se diz "Beit Lechem", significando a "Casa do Pão", situa-se a cerca de cinco quilómetros a sul de Jerusalém - a leste da estrada de Jerusalém para Hebron - e vem mencionada pela primeira vez no Génesis 35:19, onde é feita a narrativa de que Raquel morreu de parto perto de Belém no caminho para Efrata, e que Jacob colocou um monumento sobre a sua sepultura. Na actualidade o local da "Tumba de Raquel", nas imediações de Belém, é um sítio considerado Lugar Santo judaico, local de peregrinação e oração.


A Tumba de Raquel

Mas Belém é bastante mais conhecida na tradição judaica por causa do Rei David, e na tradição cristã por ser o local do nascimento de Jesus.
Pesquisas arqueológicas indicam que durante o período do Primeiro Templo a cidade murada estava localizada na área da Basílica da Natividade, e que as cavernas sob a basílica podem ter sido usadas como extensões das residências particulares - depósitos, estábulos, etc.. Este uso de cavernas e cómodos escavados nas rochas era bastante comum em toda a região até muito recentemente. Uma destas cavernas foi transformada em santuário no século IV, considerada como sendo o local da Natividade.

Local onde nasceu Jesus

A Basílica da Natividade é a igreja mais antiga da Terra Santa, uma verdadeira jóia da história da arte. Em 326 sua construção foi ordenada por Santa Helena, mãe do imperador romano Constantino. O Imperador Giustiniano, em 540 mandou-a embelezar. Da primeira época, ainda subsistem alguns mosaicos. A atual Basílica da Natividade supõe-se ser a mais antiga igreja consagrada do mundo. Foi mandada construír pelo imperador bizantino Justiniano (527-565), no sítio de uma basílica erigida anteriormente pelo imperador Constantino em 325.
Esta construção justiniana foi salva por duas vezes da destruição. No ano 614, segundo relatos posteriores, os persas terão poupado a basílica por pensarem que as imagens de mosaico simbolizando os Três Reis Magos, existente na fachada da igreja, seriam uma representação de sacerdotes de Zoroastro. No ano de 1009 a basílica foi novamente salva quando os muçulmanos do local impediram sua destruição ordenada pelo califa fatímida Hakim.

Interior da Basílica da Natividade

Contudo, a sorte da cidade passou por altos e baixos. O peregrino anglo-saxônico Saewulf, que a visitou em 1109, relata que tudo tinha sido destruído, "exceto o mosteiro da Bendita Virgem Maria". Duzentos anos depois, o viajante inglês Sir John Maundeville encontrou "uma pequena cidade, longa e estreita, e bem murada".

Basílica da Natividade

Altar principal da Basílica da Natividade

domingo, 8 de novembro de 2009

VILA REAL DE TRÁS-OS-MONTES

A belíssima Vila Real é a cidade capital do distrito com o mesmo nome, situado na Região Norte - sub-região do Douro e tem aproximadamente 25 000 habitantes .
É sede de um município com 378,8 km² de área e 50 131 habitantes, segundo censos de 2008, que é subdividido em 30 freguesias e é limitado a norte pelos municípios de Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar, a leste por Sabrosa, a sul pelo Peso da Régua, a sudoeste por Stª. Marta de Penaguião, a oeste por Amarante e a noroeste por Mondim de Basto.
Cresceu a cidade num planalto situado na confluência dos rios Corgo e Cabril, estando Vila Real enquadrada numa bela paisagem natural (Escarpas do Corgo), tendo como pano de fundo as serras do Alvão e, mais distante, do Marão.
Uma vista deslumbrante do Marão

Ao longo de mais de setecentos anos de existência, Vila Real ganhou os contornos que tem hoje, uma cidade de belos monumentos, onde se destacam os templos e as casas nobres, com os seus brasões bem à vista, o que terá levado a que, outrora, fosse conhecida como a Corte de Trás-os-Montes.
Na região de Vila Real há indícios de ter sido habitada desde o paleolítico. Vestígios de povoamentos posteriores, como o Santuário Rupestre de Panóias, revelam uma forte presença romana. Com as invasões bárbaras e muçulmanas verifica-se um gradual despovoamento .
Em fins do século XI, no ano de 1096, o Conde D. Henrique atribuiu foral a Constantim de Panóias, com a finalidade de promover o povoamento da região. Em 1272 o Rei Dom Afonso III, visando dar novo incentivo ao povoamento, atribuiu foral para a fundação — sem sucesso — de uma Vila Real de Panoias, que alguns autores dizem que foi prevista para um local diferente do actual (alvitrando como provável o lugar da Ponte na freguesia de Mouçós).
Apenas em 1289, por foral de el-Rei D. Dinis, foi efectivamente fundada a Vila Real de Panóias, que se tornou na cidade actual. No entanto, segundo consta, já em 1139 se chamaria «Vila Rial» ao promontório onde nasceu a Vila Real actual, na altura pertencente à freguesia de Vila Marim .
A localização privilegiada permitiu um crescimento sustentado e a presença, a partir do século XVII, da Casa dos Marqueses, fez com que muitos nobres da corte se fixem em Vila Real, conforme comprovam as inúmeras pedras-de-armas com os títulos de nobreza dos seus proprietários que ainda hoje se vêem na cidade.

Solar de Mateus

No SANTUÁRIO DE PANÓIAS há várias inscrições que dão ideia da dimensão sagrada do local. Numa das inscrições, em latim, o seguinte texto:
"DIIS (loci) HVIVS HOSTIAE QVAE CA / DVNT HIC INMOLATVR / EXTRA INTRA QVADRATA / CONTRA CREMANTVR / SANGVIS LACICVLIS IVXTA / SVPERE FVNDITVR", o que, traduzindo, diz:
“Aos Deuses e Deusas deste recinto sagrado. As vítimas sacrificam-se, matam-se neste lugar. As vísceras queimam-se nas cavidades quadradas em frente. O sangue verte-se aqui ao lado para as pequenas cavidades. Estabeleceu Gaius C. Calpurnius Rufinus, membro da ordem senatorial.”

Santuário de Panóias

Para a rocha da entrada, para onde se sobe por uns degraus, encontramos à esquerda, antes de subir, a segunda inscrição:
"DIIS CVM AEDE / ET LACV M. QVI / VOTO MISCETVR / G(neus) C(aius) CALP(urnius) RUFI / NVS V(ir) C(larissimus)"
(a primeira tradução é de António Rodriguez Colmenero, e a segunda de Geza Alföldy)
"Aos deuses, com o aedes e o tanque, a passagem subterrânea, que se junta por voto."
“G. C. Calpurnius Rufinus consagrou dentro do templo (templo entendido como recinto sagrado), uma aedes, um santuário, dedicado aos Deuses Severos.”

Brasão da Cidade

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

VIANA DO CASTELO - CIDADE ENCANTO

Viana do Castelo é uma cidade do século XIII (fundada em 1258), mas também nela poderá encontrar as ruínas de uma citânea pré-romana no monte de Santa Luzia.
A história da criação de Viana da Foz do Lima, como era chamada , deve a sua fundação a D. Afonso III, que lhe concedeu foral em 18 de Julho de 1258, fazendo erguer junto à foz uma robusta torre de modo a afastar os piratas provenientes da Galiza e Norte de África, que frequentavam esta região.
É difícil resistir ao encanto da cidade de Viana do Castelo, quando a luz clara cria sombras geométricas por entre os majestosos edifícios históricos, onde os estilos manuelino, barroco, revivalista e art-déco predominam.
As ruas e ruelas do centro histórico, um dos mais belos e bem conservados do Pais, chamam a nossa atenção, quer pelas belas fachadas armoriadas, quer pelos painéis de azulejos preciosos no traço e na cor, constituindo um autêntico compêndio da história da arquitectura em Portugal.
Viana do Castelo também desperta a atenção de todos pela sua dinâmica cultural.
Entre uma ida a um espectáculo musical ao ar livre e assistir a uma peça de teatro, ópera ou dança, no Teatro Municipal Sá de Miranda, deixe-se seduzir pelas sonoridades do Festival de Jazz e do Festival de Blues, ou maravilhar-se com os encontros literários da Expo-Feira do Livro.

A citânia de Santa Luzia, a Matriz Medieval, os Antigos Paços do Concelho, a quinhentista Casa da Misericórdia e o Chafariz Quinhentista. Trata-se de um fontanário em granito de dupla taça e tanque, construído em 1559.

Merecem uma especial visita a Catedral, um edifício de estilo gótico construído ao longo do século XV e a Igreja das Almas, do século XIII, entre outros, que são marcos importantes de um passado com História.
A malha urbana do centro forma um rectângulo, delimitado pelo traço antigo da muralha. Aqui cruzam-se vielas estreitas, com artérias mais largas voltadas ao rio Lima.
A melhor forma de se conseguir perceber a cidade é... percorrê-la a pé ou então subir ao monte de Santa Luzia, com vista sobre a urbe que se desenvolve lá em baixo. É no alto deste monte que se localiza a Basílica do Sagrado Coração de Jesus ou de Santa Luzia, cuja construção se iniciou em 1903. O centro histórico é bem delimitado e aqui misturam-se e sobrepõem-se estilos diferentes, desde o manuelino até o barroco. Preserva-se um conjunto impressionante de casas nobres e de praças
Sede de Conselho e Capital de distrito, a cidade de Viana do Castelo, conhecida por " princesa do Lima " situa-se na margem direita do rio Lima, junto à foz a cidade estende-se entre o mar e o rio em terreno quase plano.
A construção naval é a sua actividade industrial mais importante, sendo também importantes as celuloses e o ramo alimentar.
Não podemos deixar de visitar a Igreja da Misericórdia, com um rtico interior em azulejos e altares em talha dourada e com frontaria típica da arquitectura quinhentista portuguesa. Em frente fica o famoso Chafariz Quinhentista.
As festas da Senhora da Agonia, como desde há um século é classificada a romaria, são pomposas, revestidas de brilhantismo e de grande solenidade religiosa. As touradas, os fogos de artifício, as serenatas, os gigantones, os cabeçudos e as bandas de música animam as ruas da cidade e dão as boas-vindas aos visitantes.
O apogeu desta festa é atingido nas tardes de sexta-feira, sábado e domingo, quando as procissões e os desfiles percorrem as ruas da cidade. À noite, domina o fogo de artifício, música e os bailes.
Brasão da cidade de Viana do Castelo

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

LUXEMBURGO - outra Pátria Lusa

Jardins do Luxemburgo e Palácio
O Grão-Ducado do Luxemburgo, encravado entre a Bélgica, a França e a Alemanha, pode considerar-se como se fosse uma pequena cidade, com cerca de 80 mil habitantes e, segundo o guia turístico, 30% da população composta por estrangeiros, o que é o mais alto índice da Europa. E essa estatística complementa-se afirmando que cerca de 80% desses estrangeiros são portugueses. Para qualquer parte que possamos ir, forçosamente encontramos um português, que faz parte daqueles que vão tornando o Luxemburdo um dos países mais ricos da Comunidade Europeia, apesar da sua pequenez territorial.
Vista geral da cidade
O Grão-Ducado do Luxemburgo, encravado entre a Bélgica, a França e a Alemanha, pode considerar-se como se fosse uma pequena cidade, com cerca de 80 mil habitantes e, segundo o guia turístico, 30% da população composta por estrangeiros, o que é o mais alto índice da Europa. E essa estatística complementa-se afirmando que cerca de 80% desses estrangeiros são portugueses. Para qualquer parte que possamos ir, forçosamente encontramos um português, que faz parte daqueles que vão tornando o Luxemburdo um dos países mais ricos da Comunidade Europeia, apesar da sua pequenez territorial.

............................................. Catedral
A história de Luxemburgo começa com a aquisição de Lucilinburhuc (hoje Castelo de Luxemburgo) por Siegfried, conde de Ardennes, no ano de 963. Em torno desta fortaleza, uma cidade foi-se desenvolvendo gradualmente, tornando-se o centro de um pequeno estado de grande valor estratégico. Nos séculos XIV e XV os três primeiros membros da Casa de Luxemburgo reinou como Sacro Imperador Romano.. Em 1437, a Casa de Luxemburgo sofreu uma crise sucessória, precipitado pela falta de um herdeiro masculino para assumir o trono, o que levou à venda do território a Philip, o Bom, de Borgonha. Nos séculos seguintes, a fortaleza de Luxemburgo foi continuamente alargada e reforçada pelos seus sucessivos ocupantes, das casas dos Bourbons, Habsburgo, Hohenzollern e da França, entre outros. Após a derrota de Napoleão em 1815, o Luxemburgo foi disputado entre a Prússia e a Holanda.

Luxemburgo à noite
O Congresso de Viena formou um Grão-Ducado de Luxemburgo, numa união com a Holanda. Luxemburgo tornou-se num membro da Confederação Alemã, como uma fortaleza confederada ocupada por tropas prussianas.
O Rei dos Países Baixos manteve-se como Chefe do Estado e Grão Duque do Luxemburgo,mantendo-se a união entre os dois países até 1890. Por morte de William III, o trono holandês passou à sua filha Guilhermina, enquanto o Luxemburgo (onde naquele tempo o trono era restrito a herdeiros do sexo masculino pelo Pacto da Família Nassau) passou para Adolph de Nassau-Weilburg.
A Revolução Belga de 1830-1839 reduziu o território de Luxemburgo por mais da metade, enquanto os predominantemente francófonos da parte ocidental do país foram transferidos para a Bélgica. A independência de Luxemburgo foi reafirmada em 1839 pelo Primeiro Tratado de Londres. No mesmo ano, Luxemburgo juntou-se a Zollverein. A independência e neutralidade de Luxemburgo foram novamente afirmadas pelo Segundo Tratado de Londres, em 1867, após a Crise do Luxemburgo, que quase conduzia à guerra entre a Prússia e a França. Depois do último conflito, a fortaleza da confederação foi desmantelada.

Brasão do Grão Ducado do Luxemburgo

domingo, 6 de setembro de 2009

ÉVORA - A CIDADE MUSEU

Évora é a capital do distrito de Évora e fica e situada na região do Alentejo. Tem uma população de cerca de 41 159 habitantes.
O nome Lusitano da cidade de Évora era "Eburobrittium", julga-se que por estar relacionado com a divindade celta Eburianus. A raiz etimológica vem do Celta "eburos", que quer dizer a árvore do Teixo. Durante a República Romana, Évora tinha a designação de "Ebora Cerealis", a que se seguiria o nome de "Liberalitas Julia", quando o general Júlio César governava, sendo que já então era uma cidade importante, como se poderá aquilatar pelas ruínas de um templo clássico, como aquele que é dedicado a Diana, e pelos vestígios das muralhas romanas.
Foi conquistada aos Mouros no ano de 1165, por Geraldo Geraldes, o Sem Pavor. Na mesma data restaurou a sua diocese. Foi residência régia nos reinadados de D. João II, D. Manuel I e D. João III, que nela permaneceram durante alguns períodos de tempo. Almejou grande e notável prestígio no século XVI, com a elevação a metrópole eclesiástica e à fundação da Universidade de Évora, afecta à Companhia de Jesus, pelo Cardeal Infante D. Henrique, primeiro Arcebispo da cidade . Foi um rude golpe para a cidade a extinção da prestigiada instituição universitária, em 1759 - foi restaurada cerca de dois séculos depois -, na sequência da expulsão dos Jesuítas do país, por ordem do Marquês de Pombal.
Seja no entretecido das ruas medievais, na exuberância de palácios, mosteiros e igrejas, nos espaços de convívio e de degustação dos requintados paladares da cozinha tradicional, Évora esconde o encanto próprio das cidades antigas. Mas sobre essa matriz histórica ela reassume-se, novamente, como pólo de desenvolvimento regional face aos grandes desafios do futuro através da criação de grandes equipamentos, da intensa oferta cultural, a par da criação de infra-estruturas urbanas que dão prioridade ao bem estar dos seus habitantes.
A Capela dos Ossos é um dos mais conhecidos monumentos de Évora. Situa-se na Igreja de São Francisco e foi construída no século XVII, por iniciativa de três monges que, dentro do espírito da contra-reforma religiosa e das normas do Concílio de Trento, pretendeu transmitir a mensagem da transitoridade da vida, tal como se depreende do célebre aviso à entrada: “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”. A capela, construída no local do primitivo dormitório fradesco é formada por 3 naves de 18,70m de comprimento e 11m de largura, entrando a luz por três pequenas frestas do lado esquerdo. Évora é uma cidade a visitar... não fosse ela a cidade-museu de Portugal! Vale a pena!