
É sede de um município com 378,8 km² de área e 50 131 habitantes, segundo censos de 2008, que é subdividido em 30 freguesias e é limitado a norte pelos municípios de Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar, a leste por Sabrosa, a sul pelo Peso da Régua, a sudoeste por Stª. Marta de Penaguião, a oeste por Amarante e a noroeste por Mondim de Basto.
Cresceu a cidade num planalto situado na confluência dos rios Corgo e Cabril, estando Vila Real enquadrada numa bela paisagem natural (Escarpas do Corgo), tendo como pano de fundo as serras do Alvão e, mais distante, do Marão.

Na região de Vila Real há indícios de ter sido habitada desde o paleolítico. Vestígios de povoamentos posteriores, como o Santuário Rupestre de Panóias, revelam uma forte presença romana. Com as invasões bárbaras e muçulmanas verifica-se um gradual despovoamento .
Em fins do século XI, no ano de 1096, o Conde D. Henrique atribuiu foral a Constantim de Panóias, com a finalidade de promover o povoamento da região.

A localização privilegiada permitiu um crescimento sustentado e a presença, a partir do século XVII, da Casa dos Marqueses, fez com que muitos nobres da corte se fixem em Vila Real, conforme comprovam as inúmeras pedras-de-armas com os títulos de nobreza dos seus proprietários que ainda hoje se vêem na cidade.

No SANTUÁRIO DE PANÓIAS há várias inscrições que dão ideia da dimensão sagrada do local. Numa das inscrições, em latim, o seguinte texto:
"DIIS (loci) HVIVS HOSTIAE QVAE CA / DVNT HIC INMOLATVR / EXTRA INTRA QVADRATA / CONTRA CREMANTVR / SANGVIS LACICVLIS IVXTA / SVPERE FVNDITVR", o que, traduzindo, diz:
“Aos Deuses e Deusas deste recinto sagrado. As vítimas sacrificam-se, matam-se neste lugar. As vísceras queimam-se nas cavidades quadradas em frente. O sangue verte-se aqui ao lado para as pequenas cavidades. Estabeleceu Gaius C. Calpurnius Rufinus, membro da ordem senatorial.”

Para a rocha da entrada, para onde se sobe por uns degraus, encontramos à esquerda, antes de subir, a segunda inscrição:
"DIIS CVM AEDE / ET LACV M. QVI / VOTO MISCETVR / G(neus) C(aius) CALP(urnius) RUFI / NVS V(ir) C(larissimus)"
(a primeira tradução é de António Rodriguez Colmenero, e a segunda de Geza Alföldy)
"Aos deuses, com o aedes e o tanque, a passagem subterrânea, que se junta por voto."
“G. C. Calpurnius Rufinus consagrou dentro do templo (templo entendido como recinto sagrado), uma aedes, um santuário, dedicado aos Deuses Severos.”
